Arte aleatória: Bangalô.

Penso nessa arte como um momento de catarse existencial, onde eu só queria realizar um único desejo: em um lugar tranquilo ali estar. Por mais distante que se viva, seja no pé da serra ou no coração do sertão, no extremo mais desconectado, vez por outra, nos sentimos “sufocados”. Então, para quê tanta correria? Já pensou nisso? Se formar, trabalhar, estudar, trabalhar, trabalhar mais ainda. Enfim, tudo se justifica pelo simples fato que temos que sobreviver. Viver realmente está sempre em segundo plano nessa busca desenfreada por algo que se pode acumular.

Pensar em uma ilha deserta ou até mesmo um bangalô no meio do mar para onde você possa ir sempre que quiser desopilar é um pensamento comum, todavia, aleatório. Quando fiz essa arte era o sentimento que tinha no momento. Eu poderia jurar que naquele momento nem tudo era necessário. Esse lugar faz com que aquela “correria” seja desnecessária. No meu imaginário é um ideal.

Todos temos nossos refúgios imaginários ou não? Pensando sobre essas coisas fiz esse bangalô de dois andares no meio do mar, onde é possível nadar, pescar, ler um bom livro: talvez “o velho e o mar”.

E-Book 50 Ferramentas de Gestão

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Aprenda como utilizar diversas ferramentas gerenciais utilizando apenas o Excel de forma prática.

[E-BOOK Gratuito] Cada situação exige uma ferramenta específica, portanto reuni neste E-book uma “caixa de ferramentas” que todo empreendedor, empresário e profissional de gestão precisam ter.

Dividi as ferramentas em algumas seções para que você possa acessá-las em blocos. Portanto, se você quiser as ferramentas para diagnosticar problemas, você as encontrará na seção: “diagnosticar”.

Quais as ferramentas apresentadas?

Diagramas: Ishikawa, Pareto, Diagrama de árvore, 5W2H, Diagrama de Afinidades; Diagrama em setas; Método: Método FMEA, Ciclo PDCA, Ciclo DMAIC, SIPOC, Benchmark; MASP; PDCP; Canvas; Q de Yule; Cinco Sensos – 5 Ss; KABAN; Matriz: GUT; B.A.S.I.C.O; Matriz Trade-off; Matriz SWOT; Matriz BCG; Cinco Forças de Porter; Técnica: SMART; Brainstorming; Cinco Porquês; Gráfico: Gráfico de Gantt; Gráfico de tendência; Controle CEP; Folha de verificação; SERVQUAL; Histograma; Mapa da empatia. Outras: Ficha técnica; Contrato; POP; Gráfico de Dispersão; Análise DRE; Checklist; Organograma; Fluxograma; PCO; Jobe to be done; e Missão, Visão e Valores; Design Thinking; Effectuation; Indicadores – KPI; Balanced Score Card; AIDALA; Funil de vendas.

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Um projeto sustentável de aquaponia

Fiz uma formação técnica em recursos pesqueiros e durante um tempo nutri um sonho antigo de elaborar um projeto que fosse 100% artesanal e sustentável. Fiz algumas pesquisas e cheguei a aquaponia. De cara já me apaixonei pela ideia, pois, era possível unir a criação de peixes com o cultivo de hortaliças em um sistema que se retroalimentava.

Em síntese vou explicar: você utiliza a água de despejo rica em nutrientes para regar as plantas que compõem o sistema ao passo que planta e peixe se desenvolvem. Vale salientar que todo sistema pode ser criador com materiais recicláveis, além disso, a aquaponia representa uma forma sustentável de cultivo de plantas sem agrotóxicos.

Tentei expressar esse simples sistema em forma de arte para elucidar melhor. Espero que sirva de inspiração para quem pensa em cultivar utilizando o modelo aquapônico. Os ventos do acaso levaram-me para outras paragens e não pude realizar esse experimento, mas tenho um estudo guardado para que no tempo oportuno essa ideia saia do papel.

Concluindo quero refletir um pouco sobre a consciência ambiental que o mundo precisa tanto, principalmente, em nosso país, onde o desmatamento está aumentando exponencialmente e temos, atualmente, um governo que não se preocupa com as questões ambientais. Um exemplo é o próprio ministro do meio ambiente favorecendo madeireiras. Enfim, o capitalismo extrativista tem sido o causador dos males do nosso século, responsável por produzir as piores pandemias que esse mundo já viu, o que são na verdade sindemias frutos da biopolítica.

O ecossocialismo é algo necessário. Ou paramos o capitalismo selvagem ou o que será de nós? Já não se produz para suprir necessidades, vide o tanto de gente passando fome no Brasil e no mundo. Enquanto o lucro estiver acima da necessidade humana, teremos desastres socioambientais ocorrendo de vento em popa. Não podemos nos furtar de refletir sobre essas coisas que nos afeta sobremaneira, agora, mais do que nunca.

Vou deixar a música: Reis do Agronegócio de Chico César. Reflita!

A vida é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor, tu herdarás só o cinismo
Quando notares, estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um…

Sou, verdadeiramente, apaixonado pela música popular brasileira e por todo legado que artistas notáveis como Chico, Gal, Cazuza, Belchior, Caetano, Gil entre tantos outros nos agraciaram. Músicas profundas que te faz refletir, outras que te leva para longe ou perto de si. A música supracitada tem esse poder! Cartola, o grande mestre, nos legou essa obra-prima.

São verdades difíceis de engolir, vai ao encontro do positivismo e arranca os egos e coloca cada coisa em seu lugar. Vejo nessa letra o grande ator: o tempo. É cedo para você pensar que pode, quando na verdade o mundo é maior do que seu horizonte. Suas ilusões são reduzidas a pó, consequentemente.

Ainda é cedo. Aprecio a letra como um conselho. Cartola teria idade para seu meu avô se tivesse entre nós hoje. O seu legado é aconselhar quem mesmo ele não conhece. Ser prudente é conselho dado por sábios. A prudência é algo conquistada a duras penas.

Como sempre faço as minhas artes para postá-las junto a reflexão. Não tenho muita habilidade com escultura digital, até o presente momento, mas faço até para poder com a prática melhorar essa técnica que exige dedicação e empenho. Abaixo vou deixa duas versões da música no YouTube para quem quiser apreciar a preciosidade que é essa letra na voz Original de Cartola e interpretação de Cazuza, respectivamente. No mais, preste atenção: “O mundo é um moinho”.

A vila do Chaves

Não existe brasileiro nascido entre 1990 e 2000 que não tenha dado boas risadas com este programa. Vale ressaltar que antes da internet se tornar popular no país poucos programas de TV propiciava essa aceitação generalizada.

Algumas episódios épicos eram aqueles que saiam da vila, pois, eram diferentes. A vila era o cenário comum, não menos interessante, apesar de simples. A viagem à Acapulco, por exemplo.

Jovens de 30 anos ou mais cresceram assistindo Chaves, às vezes, sem saber se depararam com mensagens filosóficas ou de expressão, claramente, político-social. Assistir Chaves, hoje, é muito melhor quando se tem uma consciência política. Mas não vou entrar no mérito. Quero apenas com essa arte deixar registrado aqui um trabalho gratificante de reprodução da vila mais famosa do mundo.

Acrescentarei apenas, ao final desse texto, que humor e reflexão política sempre andaram juntos não é de hoje que nossos artistas, por exemplo, têm se manifestado proativamente em relação à política. Isso se evidencia bastante no humor, nas artes visuais, música etc.

Minha experiência com as ferramentas de Gestão

O ano era 2018 e eu estava trabalhando em Natal-RN e precisava publicar um curso que fosse útil, especificamente, para minha área, mas precisava fazê-lo com rapidez. Lembrei que no ano anterior eu defendi meu TCC com a mesma temática e que em 2015 no Trabalho de conclusão do Curso Técnico em Recursos Pesqueiros eu também utilizei da mesma linha de pensamento. Em 2019 eu publiquei o curso que possui maior aderência, o qual vou explicar mais detalhadamente o contexto de criação.

Este registro que faço é uma forma de contar um pouco da minha própria história. Esse blog é, sobretudo, um diário de bordo, onde compartilho relatos pessoais e profissionais que pode de alguma forma servir de inspiração para outrem. Trata-se, porém, de um registro espontâneo sem pretensões difusas. Portanto, você verá uma miscelândia de assuntos muitos sem correlação alguma uns com os outros.

Em relação a minha experiência com este tema, ferramentas de Gestão, tudo começou em 2015 quando optei por fazer um trabalho de conclusão de curso baseado em uma disciplina do curso de recursos pesqueiros que, salvo engano, era gestão e cooperativismo. Busquei na literatura “cases” de organizações da área de pesca que utilizavam no contexto da gestão técnicas para gerenciar melhor o trabalho.

Logo tive que encontrar um objetivo e, consequentemente, um objeto de estudo. Não nessa ordem. O objetivo estava claro, eu precisava de uma organização desse setor (pesqueiro) para investigar as práticas administrativas. Consegui contato com a colônia de pescadores da minha cidade, Guamaré, onde pude entrevistar o representante da colônia e elaborar uma investigação baseada em um diagnóstico de gestão. Esse era o objeto. Obtive sucesso e meu trabalho rendeu-me nota máxima.

Em 2017, na graduação, já exitoso com o estudo feito na colônia de pescadores, apresentei um trabalho realizado na secretaria de agricultura da cidade de Guamaré com base nos mesmos fundamentos. Dessa vez a investigação foi mais abrangente e embasada na vasta literatura que encontrei para meu referencial teórico. Entre os autores posso citar: Deming, Ishikawa, Taichi Ohno, Chiavenato entre tantos outros.

Acho que todo esse trabalho convergiu para que eu pudesse ter contato com diversas ferramentas gerenciais e administrativas e foi a partir disso que tive a ideia de elaborar um curso chamado: 50 Ferramentas de Gestão, atualmente, disponível na Udemy.

Lembro-me que quando estava rascunhando esse curso o primeiro nome que veio a mente foi: ferramentas gerenciais. No entanto, ao ouvir sugestões de uma professora de língua portuguesa concordei com ela que esse nome tornaria o curso mais distante e restrito. Então, como sugestão mudei para o nome atual. Com algum tempo depois analisando o Google Trends percebi que a mudança foi bem acertada.

Já se passaram pouco mais de 2 anos desde que lancei o curso. De lá para cá, desenvolvi bastante conteúdo em torno deste assunto. Atualmente, tenho um E-book disponível na Amazon com o mesmo nome. Se quiser conhecê-lo, você pode pedir uma amostra grátis pelo aplicativo Kindle. No meu site: https://www.ferramentasdegestao.com eu disponibilizo a versão resumida dele.

Para concluir esse breve relato quero te perguntar: você já pensou em utilizar um trabalho acadêmico e empreender a partir dele? Já pensou em transformar aquele tema que você vem estudando e compartilhar os resultados com outras pessoas? Reflita.

Minha motivação com este trabalho foi produzir conteúdo simples de fácil entendimento para melhorar processos de trabalho. Qualquer pessoa com este material que desenvolvi pode melhorar processos, diagnosticar e resolver problemas.

Em relação ao desenvolvimento de conteúdo para internet bom começar com um E-book, que tal? Visite o meu blog: https://www.sinergiaconcursos.blogspot.com e saiba como publicar seu e-book de forma rápida. Até mais!

A Caravela

Poucas coisas no mundo tem essa capacidade de ir rumo ao desconhecido.

A caravela é mais do que um barco é aquele besouro que frequenta pirâmides, mausoléus e esfinges. É o escaravelho encouraçado. Símbolo da ressurreição e imortalidade.

No mar, cemitério de barcos despedaçados, a busca pelo tesouro pode ser implacável. Existem tortuosas trilhas que não se materializam. São ondas e vagas, apenas. Histórias não contadas e vidas perdidas.

Quando não se sabe aonde quer chegar, nem mesmo as estrelas podem indicar o caminho. A caravela segue cortando o mar na certeza que cumpriu o seu destino.

Arte Inspirada no Farol de Galinhos-RN

O farol é aquele lugar, onde há uma áurea de mistério e fantasia. Olhar o farol é o melhor momento para refletir sobre qualquer coisa que nostalgicamente nos transporte para a solidão. Ouvir o vento e os sons das águas. Quantos mistérios nos aguarda, se tudo pode ser fatalmente rápido. O farol é aquela luz de esperança para quem tem medo de perder e estar perdido.

A escadaria de Pipa-RN

A vibe de Pipa é algo surpreendente. Nem que eu quisesse, daria para bem expressar. É preciso ir para vivenciar aquela energia que transcende.

Estar conectado a toda aquela beleza vale cada centavo, mas não quero fazer propaganda comercial, apenas relatar que bons momentos registrei. Pipa é liberdade, onde você pode ser você mesmo e ninguém vai te julgar por isso. As pessoas estão lá para se divertirem é cada um com sua vibe.

Levei meu pequeno, Davi, ele se divertiu muito. Correu, brincou na areia. Andei com ele por várias ruas. Mostrando coisas novas. Espero que ele mantenha essa ligação com aquele lugar quando for adulto.

Pipa é para quem tem espírito livre. Não há espaço para caretice. É entender que tudo aquilo é um presente dado pelo Criador. As Lindas praias, falésias, trilhas, gente de todos os lugares, várias culturas e línguas. Fazem de Pipa um Paraíso no RN.

Acho que todo ser humano tem uma conexão íntima com a natureza. Muitos só não compreenderam ainda qual é a dimensão dela. O mar sempre nos diz que a vida continua e se entregar é uma bobagem.

É bem provável que no futuro (não tão distante) as coisas fiquem ainda mais capitalizadas e só tenha acesso à praia quem possa pagar, infelizmente, já é assim. Não quero entrar nesse mérito. Apenas reflita.

O direito universal de se conectar com a natureza. Temos que aproveitá-lo. claro, é algo tácito. Não está escrito que deve ser assim. Caminhamos em direção às conexões superficiais como muitas das quais já vivenciamos. O mar ainda é um escape.

Quando os pontos não se conectam, é preciso pisar na areia, ouvir o vento, sentir as ondas. O sentido fluirá após percebermos que nem tudo precisa ser tão difícil. Sempre há nos momentos simples a solução. Afinal, tudo passa.

A imagem deste post é uma simples reprodução da escadaria de Pipa. Fiz esse desenho porque ao fazê-lo sou transportado pela memória ao mesmo lugar durante horas.

Fiz essa arte para poder voltar ao passado e recordar como foi bom estar ali. Um ciclo encerrado. Voltarei ali? Talvez, pois, a vida é feita de idas e vindas.

Enfim, deixo aqui registrado meu apreço pelo nosso litoral. A certeza de que tenho uma identidade que perpassa a ideia social e é ampliada na condição de ser do universo, quando o corpo se conecta com a natureza.