Virando o jogo: o que é o sistema?

Antes de iniciar a reflexão que pretendo compartilhar hoje, convido você de volta ao passado para entender a história antes da história. Precisei reunir elementos para explicar o que é o sistema e como é possível virar o jogo.

Há uma frase de Edmund Burke, onde ele diz que um povo que não conhece a sua história está fadada a repeti-la. Então, para entender o que somos, faz-se necessário entender primeiro a história por trás da cena.

Desde que iniciou suas atividades há três décadas, o polo industrial de Guamaré projetou uma grande oportunidade que se levada a cabo traria desenvolvimento para toda região da Costa Branca. Porém, a principal cidade beneficiária dos Royalties e das quotas-parte do ICMS, não soube aproveitar tanto dinheiro para fomentar qualidade de vida a partir de investimentos estruturantes. Mas o que isso tem a ver?

Deixemos essa parte econômica em um quadro congelado, basta saber que há bastante tempo nossa cidade nadou em rios de petróleo, por isso, recebeu o título de “cidade do ouro negro”.

Com esse cenário montado, agora, é preciso por mais elementos a narrativa, a saber: os agentes do sistema político, porém, você deve está se perguntando: o que é um sistema?

Sistema é um conjunto de elementos organizados capaz de fazer algo funcionar, interruptamente, a partir dos objetivos para o qual ele foi criado, isto é, mediante uma programação prévia. Sendo assim, chamaremos de sistema político aquele que durante décadas funcionou seguindo um único modelo, o qual está com os dias contados.

Uma vez que, em 30 anos, os gestores que aqui passaram não tiveram um plano de desenvolvimento, a cidade entrou no ostracismo e teve sua pequena população dependente desse denominado “sistema”.

Então, dada a escassez de oportunidades a politização passou a ser tema secundário. Exigir mais qualidade de vida? Denunciar a falta d’água ou qualquer outra coisa é ir de encontro ao sistema e quem o faz, geralmente, sofre grandes consequências.

Entretanto, vale destacar, o sistema se alimenta da nossa fragilidade. Ele coloca a maioria sob um modelo político que não está preocupado em desenvolver a cidade e gerar empregos, para tornar o povo independente.

Ele vive para si mesmo, isto é, para sua própria perpetuação e continuidade. Portanto, seu maior objetivo está numa próxima eleição, por isso, que seus agentes fazem de tudo para suprir as necessidades imediatas do povo com promessas e favores, mas nunca questionam o próprio sistema nem buscam alternativas para dar lliberdade ao povo, ou seja, para emancipá-lo.

Para virar o jogo e mudar em 2020 é necessário entender como esse sistema age. Outra coisa, se levarmos em conta a história política de Guamaré veremos sempre os mesmos atores, quando muito alternam de um grupo a outro, mas nunca houve mudanças, de fato. Agora, temos oportunidade de questionar esse sistema e resetá-lo. Digo que na pior das hipóteses teremos mudanças, na melhor, teremos mudado.

Publicado por Orlando Lima

Sou servidor público, casado, pai de Davi, administrador e especialista em Gestão de Projetos. Faço arte digital no meu tempo livre além de desenvolver conteúdo sobre administração e áreas afins.

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